Homem de vermelho: conheça a história do temido cobrador

Homem de vermelho: conheça a história do temido cobrador

Vexame, vergonha e humilhação. Numa época não muito distante, a cobrança de dívidas esteve associada a todos esses sentimentos ruins. Em Porto Alegre, por exemplo, os problemas se personificavam na figura do temido homem de vermelho.

Ainda bem que tal tempo ficou para trás. A seguir, saiba mais sobre esse período da história e veja por que o “cobrador escarlate” não tem vez nos dias de hoje.

Homem de vermelho: a visita que ninguém queria em casa

O ano era 1959. Telefone era uma raridade nas casas da capital gaúcha. Computador pessoal, então, não passava de ficção científica. Nesse contexto, a comunicação se dava, basicamente, de duas maneiras: via correspondência ou pessoalmente.

Foi em meio a esse cenário que uma empresa de cobranças porto-alegrense teve uma ideia polêmica. Ela resolveu uniformizar seus funcionários com uma roupa vermelha da cabeça aos pés. Nas costas, a vestimenta trazia o logotipo da companhia e a palavra “COBRADOR” escrita assim, em letras garrafais.

Ou seja, nenhum membro da equipe passava despercebido. Quando um vermelhinho chegava ao bairro, os vizinhos bisbilhoteiros paravam para ver o que estava acontecendo. E não dava outra: o cobrador batia na porta de alguém para resgatar uma dívida.

Receber essa visita nada discreta do homem de vermelho era quase o mesmo que assinar um atestado de caloteiro. A abordagem era coercitiva e desmoralizante. Expostos publicamente, os devedores não tinham outra escolha a não ser apressar-se para resolver as pendências e evitar uma desonra ainda maior.

Claro que o surgimento dos cobradores de uniforme encarnado gerou desconforto na comunidade. Eles viraram notícia de jornal. Eram criticados e até apanhavam enquanto cumpriam seu trabalho. Porém, muitos mantinham-se firmes na função, devido ao salário relativamente bom para a época.

Atualmente, o homem de vermelho é quase uma lenda urbana. A evolução da cobrança de crédito deu lugar a práticas mais civilizadas, que respeitam todas as partes envolvidas.

Como funciona a cobrança de dívidas atualmente

Segundo o Código de Defesa do Consumidor, a cobrança de dívidas não deve expor o sujeito ao ridículo, nem motivar ameaças ou coações. Empresas que adotem essa postura agressiva podem, até mesmo, enfrentar processo por danos morais.

Portanto, a abordagem mais correta é a chamada cobrança amigável. Ela começa por um lembrete extrajudicial, como um telefonema ou mesmo uma mensagem de texto via celular.

Nesse estágio, o inadimplente recebe o aviso de que tem um débito em aberto. Os manuais de boas práticas recomendam utilizar um tom amigável e conciliatório, sempre com discrição. A ideia não é pressionar o devedor, mas, sim, entender os motivos que levaram ao atraso do pagamento.

A partir daí, criam-se estratégias para quitar os valores. Elas podem incluir o reparcelamento do montante ou a negociação de um desconto. Apenas em último caso acionam-se as vias jurídicas, pois esse procedimento costuma ser moroso e bem mais caro para o credor.

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