A inadimplência subiu? Saiba lidar com ela em tempos de crise

A inadimplência subiu? Saiba lidar com ela em tempos de crise

Você não precisa ser um guru das finanças para entender que a inadimplência aumenta em tempos de crise. Quando a renda da população diminui, o faturamento no comércio cai, o que também freia a produção industrial. Nesse ritmo lento, compradores têm dificuldade de ficar em dia com os fornecedores.

O acúmulo de débitos gera um círculo vicioso. Com o nome sujo na praça, os devedores não conseguem crédito para realizar novas compras. A roda da economia para, causando prejuízo em toda a cadeia produtiva. Na pior das hipóteses, alguns negócios fecham as portas porque não conseguem arcar com os custos fixos.

Felizmente, existem estratégias para reduzir o impacto da inadimplência na empresa. Algumas atitudes são preventivas, no sentido de evitar esse problema. Outras são paliativas ou mesmo curativas, pois servem para quitar prestações em atraso e, assim, garantir a recuperação financeira da clientela. Confira o passo a passo:

1. Corte custos internos

Uma estratégia para manter o saldo no azul é reduzir as próprias despesas. Desse modo, você tem a possibilidade de engordar o capital de giro e cobrir eventuais rombos no caixa de seu empreendimento.

Comece identificando e corrigindo zonas de desperdício. Por exemplo:

– Troque os aparelhos de ar-condicionado por modelos mais modernos e eficientes;

– Realize campanhas com os colaboradores para economizar água e energia elétrica;

– Limite as impressões de documentos para não gastar papel.

Se você trabalha com materiais perecíveis, observe com atenção os índices de quebra de mercadoria. Talvez seja necessário enxugar o tamanho do estoque, justamente para adequá-lo à demanda do mercado. Não produza além do que você consegue vender.

2. Use a análise de crédito para evitar a inadimplência

A melhor maneira de combater a inadimplência é preveni-la. Por isso, seu negócio deve conceder crédito apenas a bons pagadores.

A análise do histórico de novos clientes se dá em várias etapas. Entre elas, citamos algumas precauções:

– Exija comprovantes de faturamento ou de contabilidade referentes aos últimos meses;

– Pesquise o CNPJ em órgãos de proteção ao crédito para verificar possíveis restrições;

– Avalie se o valor da aquisição comprometerá mais que 30% da renda do comprador.

Também vale ficar de olho nos boletins econômicos do noticiário. Mesmo em períodos de crise, alguns segmentos do mercado conseguem driblar as adversidades e prosperar. Não é porque uns clientes passam por dificuldades que todos ficarão inadimplentes.

Ainda resta dúvidas? Então prefira pagamentos à vista.

3. Negocie dívidas já existentes

Por fim, mas não menos importante, entre em contato com os compradores em débito. Procure entender os motivos que levaram à dívida. Esse é um dos princípios da chamada cobrança amigável.

O objetivo da abordagem é recuperar os valores em aberto sem partir para vias judiciais, que são onerosas. Reúna-se com cada inadimplente e negocie alternativas para o pagamento. Proponha prazos estendidos, parcelas mais baixas ou outra opção que se adeque à situação vigente.

A cobrança amigável traz vantagens para as duas partes. O credor recebe o que tem direito, mesmo que demore um pouco mais. Já o devedor evita restrições de crédito decorrentes da inadimplência, mantendo o poder de compra. Resultado: a economia gira e afasta a crise para longe!

Gostou das dicas? Então aproveite para aprender como criar uma régua de cobrança na sua empresa. Até a próxima.

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